BLOG DE FICÇÃO, EXERCÍCIO LITERÁRIO E ALGUMAS VERDADES.
Acredite nas mentiras; desconfie das verdades.
Ah, o espaço para delírios é mais embaixo. Mais embaixo, sempre, né?
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segunda-feira, dezembro 27, 2010
Aconteceu de novo, me fodi. Não é que eu tivesse apaixonada, mas eu estava querendo ficar... Querendo dar uns beijos com gosto de amor verdadeiro... Não era, mas eu insisti no faz de conta... Nem sei escolher as palavras pra dizer o que sinto. Acho que sinto que o brinquedo quebrou... Dá uma solidão, um vazio... Ser avulsa é muito chato. E, no desespero, acabei falando demais, fazendo demais, errando demais... posted by me 27.12.10
Feliz, feliz, feliz da vida. O "elemento praiano" (fala, Brunão...) me ligou e foi muito lindo de novo. O cara é sedutor demais, fala tudo de bom e é um fofo. Faremos um after hour pós-noite de Natal. Hohoooho Morram de inveja! posted by me 23.12.10
Resolvi dar uma surtada online. Normal. Açúcar baixo + preguiça de comer = bobeira certa! Saí falando de tudo no facebook e num dos posts imbecis, quem comenta? Meu chefe, diretor GERAL do programa!!!!! E ainda manda um Hohohoho pra mim, depois que eu disse que ia ficar tímida, e ele: "Duvido. hohohoho". Gente boa, né? O açúcar subiu rapidinho... posted by me 22.12.10
Horrível confessar, mas baixou uma TPM agora... Minha vida vinha calma e tranquila, nenhum homem me tirando de otária... "Tirando" de otária é muito gíria de fudido... Vamo lá, que tô com esse vocabulário... Sabe, querido leitor, rssrsrs, detesto esses rsrsrs. O fulano que tô querendo pegar de jeito só me manda sms com rsrsrs no fim... Tá rindo de que, mané? Esses risinhos só servem pra pessoa se esconder, eu inclusive, a maior panaca que vive digitando rrrr e sssss aqui e ali, meio sem graça, meio dando a claque pra alguém rir... Na TV até tem programa bom passando, ouvi falar.. Mas preguiça de tudo agora... Até de comer, e tô cheia de fome!
A filha de 14 anos me chama pra botar a senha na TV, culpa do Sexy Hot. Mas se ponho a senha para um canal normal que passa revival de BBB acabo liberando a pornografia... Lord!!!! Bons tempos em que gente de 14 anos dormia após a novela das 8 da noite.
Vamo que vamo... Outra gíria de paraíba que venho falando. Aliás, tô achando que a paraibisse tá me pegando... É a Barra - aqui ninguém tem vergonha de ser cafonão... Eu tô nessa, comendo os cafonas do bairro e ouvindo os papos mais incríveis e idiotas... Ninguém parece ter mais de 18 anos, cabeças ocas e engraçadas... Adoro exercitar meu lado adolescente. Um dia mandei pra um cara proveniente da região serrana que melhorou de vida e veio morar na fronteira de Jacarepaguá com a Barra com um amigo: que tal seu room mate? "Rum, quê? É ingreis?". Rsrsrs Agora sim, já pus o rsrsrsrs, acabou o texto. posted by me 22.12.10
Meu coração voltou a bater. Não é amor ainda. É tranquilidade. É certeza do que preciso... Minha amiga me ajudou. Preciso de um pau caseiro. Mesmo que não seja o homem ideal, o contexto maravilhoso ect etc. Mas que funcione enquanto dure. Quero fazer funcionar. Não ainda pelo sujeito, que mal conheço. Mas tivemos um encontro tão bom no domingo; saímos da praia às 6 e meia e ficamos sem banho enrolando e bebendo até uma e tal. Expulsei o sujeito duas vezes da minha casa, antes que fizéssemos alguma besteira. E fiquei até hoje (quarta-feira meio-dia e eu achando longe!) esperando algum sinal dele; que me mandou uma mensagem via sms linda, e que quando respondi o celular estava desligado... Caraca... 'Tá dando um trabalhinho... E dando mais vontade... posted by me 22.12.10
Tomando um redbull e tomando coragem para ir à academia. Dia de malhar perna... Dá vontade de não ir, porque o tempo fechou e o sofá e o programa de viagem na tv estão ótimos. Mas a vida de verdade tem que ser boa também, e conquistar o corpo que se quer dá uma alegria danada. Passei a manhã resolvendo assuntos burocrátiocs tentando me ver livre dos últimos vínculos com o restaurante que tive. Ainda existem umass pendências bancárias, nada de mais,coisa de duzentos reais, mais uns juros que ainda não foram claculados pelo banco - o que deu mais morosidade hoje na agência onde tentava fechar a conta... Longa história que acaba em uns dias. Mas sobre malhar, é que estive resfriada e agora a onda de calor - que hoje deu uma abrandada - me fez dormir umas duas noites de ar condicionado, saldo: leve sinusite, aquela dorzinha de cabeça incômoda e aquele peso quando a gente se movimenta. mas meu corpo estava ótimo, estava porque uma semana sem malhar por causa de um resfriado me deixou menos em ordem. Agora é a retomada. Malhei perna na segunda, braços e spinning na terça e hoje tenho que fazer a série de pernas. Incrível como o corpo que a gente tem depois dos 40 é o que a gente dá conta de ter via dinheiro, dieta, atividade física e suplemntos que o dinheiro e a disposição física podem proporciinar. Eu vou. Malhar é todo dia.
Resfriado que me invade e me deixa com pouca voz. Garganta arranhada, olhos lacrimejantes, coriza... Tosse seca (sabe aquela tosse de peito, forte, sem resultado?)... Tenho ido trabalhar desse jeito. Se disser que estou mal vão me olhar estranho de novo. Minha imunidade caiu, o tempo está abafado, poluído... Minha alimentaçõa estava ótima, mas o stress... Meu nome é stress... Ando estressada e tenho motivos. Volta e meia chuto o balde e mando o stress pro espaço e tento viver uma vida normal. Tenho pensamento positivo, atitude correta, entendi o que errava, mudei hábitos... Mas a conta não fechou ainda. Muita serenidade até colocar tudo em ordem... Mas às vezes não consigo enganar meu corpo, e o sofrimento vem em forma de resfriado... Talvez seja um jeito de nos colocarmos mais introspectivos, mais quietos, mais silenciosos... Parece que nunca mais vou ter disposição de novo... Sei que passa, mas está durando uma semana. Vou driblando com própolis, vitamina C, suco de laranja, boa alimentação, repouso. Só saio para coisas imprescindíves, rapidinho... E uma hora de trabalho só, pra não dar problema com a chefia... Quero sossego, mas não forçado. Quero o sossego das coisas resolvidas. posted by me 25.11.10
Daquela vez ia ser diferente. Não era um clichê barato como o parece até aqui. As coisas estavam diferentes. Ela era outra, o lugar era outro, o outro era outro. Um alguém na sua frente, mas ela não percebia ainda, não tinha a mínima idéia de que daquela vez ia ser diferente.
Ele era mais um. Mais um terráqueo apenas. Duas pernas e dois braços fincados num tronco, cabeça sobre o pescoço, dois olhos, banho tomado, roupa limpa e só. Chega de monstros, de fantasmas, de bichos papões. Ela nem pensava em sexo, em desejo,em amor.
Só pensava em dinheiro, e a roleta girava diante dela naquele casino decadente, com um com um S só como escrevem em Portugal e leu no letreiro do lugar, em Monte Estoril. Lugar escuro, decadente e fedorento, que a fez sentir-se velha e mofada pela primeira vez. Se há um fim de linha, é ali. Rita tinha cruzado o Atlântico com todo o seu medo de avião e suas economias dos últimos oito meses de trabalho. Meses em que deixou de sair à noite, às tardes e nos fins de semana; em que economizou na pipoca do cinema, que deixou de ir ao cinema, que parou fora do shopping pra não pagar estacionamento nos dias em que foi realmente necessário entrar em um shopping. Passou a planejar as compras, os melhores dias, os roteiros pela cidade, economizando a gasolina que gastava com idas e vindas erradas, compras sem lista, saídas com rumos trocados, norte-sul, leste-oeste pela cidade. A cidade deveria servir a ela. Antes de querer, precisar; antes de precisar, poder. Dinheiro era coisa séria, descobriu. Devia alguns trocados ao banco; andou fazendo financiamentos, pedindo ajuda aos pais, entrando no cheque especial mais do que deveria... Mas ia pagando tudo e parando de fazer novas dívidas.
Foi até gostoso conseguir amarrar o cavalo desenbestado de suas finanças. Fez até plástica, mais de uma ao longo da vida, mais de duas vai... Mais de três? Ok, parou de contar seus defeitos. Olhou em volta e viu que defeitos estavam em toda parte, em todas as pessoas. Alguns defeitos davam personalidade a seu dono. Ahn, tá. Era melhor acreditar nisso agora.Rita estava inteira de novo.Inteiramente certa de que a plenitude era um meio, não um fim. Sentir-se plena em poder ser incompleta, ou mesmo adotar seus defeitos e entendê-los até que não fse incomodasse mais em tê-los, ou esquecesse de os nutrir. posted by me 23.11.10
Esse blog tá chato pracarai. Li umas boas frases e só - depois posto só as frases que valem a pena...Se estiver entrando agora, comece pelo fim... Numa boa... posted by me 22.10.10
Sexo é coisa que todo mundo gosta e sempre dá uma jeito de fazer - nem todo mundo? Bem, é do universo que gosta que estou falando... Às vezes a gente faz com quem quer, às vezes com quem dá - literalmente... Você fez com fulano?, me perguntaram sobre um amigo em comum. Aquele sim teria para o autor da pergunta um valor diferente do meu sim. Disse que não, que era o que eles conseguiriam entender... Meu sim era igual a 'foi, fiz e só'; para eles seria um 'ah, tinha tesão no cara, estava a fim'. Eu estava a fim de sexo, não do cara...Entenderam?
Mas essa conversa terminou. Copiei isso de um papel guardado para quando lembrasse de alimentar meu blog... Ando em outras praias existenciais... posted by me 21.10.10
Estou me sentindo ótima, muito mais magra, quase totalmente desinchada, fazendo duas drenagens semanais. Cintura fina, corpo mais violão, porque o quadril continua - e até gosto, me sinto feminina, quase uma boazuda dos anos 70. Lembrei de uma frase que o povo repete no Rock Bola da Oi Fm - "Tô me sentindo tão gostoso hoje...", morro de rir quando ouço... E não é que existem dias assim? rsrs.
Não é pra ser assim mesmo? Não foi pra isso que entrei na cânula, ou melhor, que a cânula entrou em mim? Aquela gordurinha da cintura não ia sair nunca, já era magra e ela continuava lá rindo de mim. Agora é esperar ter alta geral para voltar pra musculação, porque a coisa tá ficando meio bamba aqui...
Sexo já rolou, toda doída e com cinta, e agora já no final da recuperação... "Vamos que vamos", como me disse uma conhecida outro dia... É pra usar, uai. E a pegação até faz uma drenagem... rsrsrsrs
Agora, não vamos esquecer, essa porra dessa caralha de lipoaspiração dói muuuuito!!! Pós-operatório sofrido, não se deita nem se levanta sozinha... Banho dá vontade de vomitar; enjoei e tive umas vertigens no começo. Tem muita coisa ruim MESMO!!!! Tem que ser macha!!! Mas mulher é assim mesmo, sofre pacarai pra ficar bonita e fica dando sorrisinho como se fosse tudo bolinho.
No quesito beleza, o botox tá acabando, alguns cremes já tive que repor e tenho laser nas axilas este sábado - dinheiro, dinheiro, dinheiro. A casa não para de cair e vou atrás segurando e consertando... Até desistir de ficar bonitinha... posted by me 25.8.10
Alô, alô... Só dizendo assim... Desencanei... Mó vontade de gritar pro mundo. Hoje me senti tão bem e tão especial...Tanto tempo que não via o bofe casado que tá se separando... Vi e nem senti nada... Tô curada... Eu me senti tão longe daquele sentimento de atração, tesão, loucura, vontade, desejo... Tudo tão calmo em mim... Achei ele tão pouco... Cara cansada, ar meio abobado, hálito de boca seca de quem comeu e nem escovou os dentes nem bebeu água... Ele virou nada... Desencantei... Ele me elogiou, disse que eu estava bonita, magrinha, malhando... Nem gostei... Deu até uma preguiça... Humpf. Tive um insight; eu me peguei me admirando. Sério, e achei todo aquele sentimento que tinha por ele um desperdício. Eu me senti tão especial, gostei tanto de mim, de um jeito que até me deu vergonha... Como tinha a auto-estima baixa. E já vieram dois caras no Facebook falar comigo. Nem vou citar os nomes. Um foi bem legal, queria jantar, disse que eu era convidada dele... Gente, me sinto até boba quando vejo alguém se interessando por mim, e hoje achei que eles são legais, mas ainda não são quem procuro... Meu campo magnético está ótimo. Vou fazer essa pausa para operar, e na volta sinto que tudo fará mais sentido na minha vida. Às vezes precisamos nos reciclar... posted by me 19.7.10
Dia normal, dia muito normal. Ando acordando tarde, é verdade, e a judaico-cristã aqui acaba sentindo alguma culpa nisso. Pô, mas daqui a três dias entro na faca e ando repousando para estar 100% na ocasião. Nada de pegar gripe agora; tô me enchendo de própolis a cada ventinho que levo. Céu nublado, mais frio e menos chuva. Hoje já cuidei de dar instruções para a diarista, dar carona para o filho e ir ao supermercado. De noite faço até jantar - vai ser goela de pato recheada de espinafre e ricota, com molho de tomate e gratinada.Ih, lembrei que o filho vai dormir no pai... Eu sozinha à noite... TV, TV, TV... Ando vendo todos os filmes que posso, bons e ruins, mais ruins que bons, porque TV é assim... Vou vivendo saudável, nada de drogas até a cirurgia... Parei com os suplementos e outros adimplementos... Vamos só de caipirinha (tomei duas no sábado à noite; não comi ninguém, ninguém me comeu, mas o papo tava bom).
Sexta, dia D, aspiro a gordura e dou pro santo. Peitos novos, calibrados e outras cositas más... Novo corpo. E olha que ando até gostando do atual, vou só dar uns retoques... Depois conto... posted by me 19.7.10
Prometi falar disso aqui - da minha reforma - reforma física. 'Tá torcendo o nariz aí? Muita gente faz uma cara meio assim quando conto ao vivo... Às vezes criticam, às vezes o silêncio soa mentiroso... Poucas pessoas aprovam... Fodam-se elas... Bem fina eu, assim mesmo. Sabe, se a gente não pode se dar ao luxo de se sentir melhor com o próprio corpo que nossa alma habita, o que nos resta afinal? Esse prazer de gostar de si, de se enfeitar incomoda por quê? Eu só me incomodo com a preguiça que dá e com a falta de dinheiro para fazer mais e melhor... Manter a carcaça em ordem exige disciplina - cuidados diários, cremes, dietas, academia - mas que se reverte em saúde, bem estar, auto-estima elevada. Na minha idade - 43 (vai dizer que não parece? E não parece por quê? Adivinhão!!!! ) - , se quisermos nos manter bem temos que baixar ao estaleiro de vez em quando... Vou encarar. Já tive que encarar tanta coisa que não queria e que não me deu resultados tão legais... Por tudo o que já reformei e gostei, vou encarar de novo. Um pouco de ansiedade, medinho e pressa de passar logo pela experiência e começar a aproveitar o resultado... Vou vivendo. posted by me 6.7.10
Um segredo. Qual é o seu? O que você esconde? Será que todos têm um segredo? Pode ser uma bobagem qualquer, tipo, falar com o espelho, gostar de vigiar o vizinho, mexer em gavetas alheias, procurar pistas de segredos dos outros...
Você tem seu próprio segredo ou sabe ou guarda o segredo de alguém? O que você faz de bom que ninguém sabe, e por quê? Seria vergonhoso, constrangedor, causaria reações, inimizades? Está valendo a pena o seu segredo?
Li outro dia que um segredo nunca deve ser contado (não diga, né?). Se nem a gente guarda o segredo que tem, como esperamos que a pessoa para a qual a gente o revele guarde? Discreção, palavra cheia de adjetivos ocultos necessários para que ela subsista. É como aquele benfeitor que faz uma grande doação a uma entidade carente e não revela seu nome. O discreto nunca é anunciado. É necessário ser discreto às vezes - quando é de segredos que falamos, principalmente.
O objeto do segredo tem que acontecer discretamente, o agente do segredo não pode expor sua felicidade, etc etc.
Segredo parece coisa de gente covarde? Mas muitos segredos só existem porque os envolvidos tiveram muita coragem em praticá-lo.
Tirando os crimes, muitos segredos são até bem-vindos.
Um amor em segredo. Eu acho muito romântica essa ideía, um amor que só se reporta aos dois envolvidos, ninguém vê, ninguém sabe ou desconfia... Claro que alguns amores que começam assim acabam revelados, seja isso bom ou não.
O "viver" o segredo é uma emoção a mais, ou uma questão íntima que não interessa a ninguém.
Alguns segredos são envolvidos de pecado, outros não. É o agente que põe pecado no segredo dele... Há quem goste desse gostinho de maldade... Mas eu vejo o segredo como algo que todos merecemos ter, ou melhor, que todos podemos ter. Um bom segredo, que vivido em silêncio não incomoda ninguém e que verdadeiramente não tira nada de ninguém, é ótimo para fazer almas felizes. posted by me 6.7.10
Aniversário do meu pai, em plena Copa do Mundo. Bem, pelo menos a desculpa geral é essa - não vai ter festa, almoço, nada, cada um na sua televisão... Essas datas são chatas... A burocracia de dar parabéns é um tributo do qual não vou conseguir escapar. Tô cá eu me preparando pra pegar o telefone e mandar aquele Parabéns lindo!!! Gosto dele, amo o cara, me preocupo com sua idade, sua finitude, nossa distância... Não geográfica, mas de alma... Somos distantes desde sempre, mesmo tendo sempre o admirado... Ele é da geração em que nada se falava, tudo se escondida, se hipocrisia...(hipocrisia era verbo!). Se pudéssemos ter conversado mais... Mas pai - sexo masculino, outra geração... Tudo é difícil. Com ele tomei gosto pela filosofia e assim ele me ensinou sobre a liberdade de pensar, os direitos, a democracia, as diferenças... Tava tudo lá. Não foi ele quem me disse, mas os livros... Parabéns, pai. Bjs posted by me 13.6.10
Vou tentar explicar... Tem uma leitora que acompanha isso aqui, então lá vai a cronologia...
Tem o "amante" e o "amigo do amante" - isso talvez só ela entenda... Bem, o "amante" tinha sido descartado em alguns bate-bocas telefônicos, falei pra ele não me ligar, disse que não queria amizade e tal, fiz aquela birra de mulherzinha... Depois, uma tarde dessas, sempre assim - tarde livre, casa do diabo -, enquanto trocava uns SMS com o Alan vi o A do amante e mandei um Oi. De noite ele acabou me ligando... Não atendi e ele deixou mensagem de voz! Nunca fez isso, imaginava eu que para não deixar rastros... Já pensou a gravação num tribunal que nem nos filmes? Hehehe Bem, depois, de levinho, voltamos a nos cumprimentar.
O "amigo" começou a pegar pesado na investida. Começamos a nos falar por Facebook, posts com "meu amor" pra cá, "minha linda" pra lá... Adoro o jeito que ele me trata. Pessoalmente é todo carinhoso e super másculo, adoro essa combinação, fico louquinha... O "amante" é meio tosco, cafonão... Gostoso de doer, mas era casado... Era, porque no outro post contei a novidade...
Mas até então eu não sabia, e tava saindo dele e indo na direção do amigo... E o amigo vindo na minha direção... Mas o amigo não tem meio de transporte nem dinheiro, e isso dificulta tudo... Fora que não consegue organizar uma saída. Fica querendo combinar e não combina.
Na quarta-feira (9 de junho, na semana do sábado Dia dos Namorados) fui beber umas capirinhas com uma amiga e quando cruzei com ele no trabalho avisei: vou estar no Devassa, se quiser aparecer vou adorar.
O cara me deu uns dois telefonemas dizendo que não estava conseguindo sair do trabalho e lá pela uma da manhã, eu já rindo à toa e sem saco pra frescura, ele me liga pra dizer que não ia rolar... Aí disparei: olha, já que tô doida mesmo vou aproveitar pra te falar, já chamei uma vez, agora quem chama é você. Beijos.
Já viu, né... Junta isso com o outro que agora está se descomplicando... Não vou dar mais nem um passo. Na mesma quarta o "amante", talvez querendo plantar alguma coisa, me liga dizendo que estava voltando do jantar do trabalho, ouvindo música romântica e lembrando de mim... Sei, disse eu, era Roberto Carlos? (Hehehe, começou a grosseria desajeitada... E eu pensando, o que faço? Já comecei a dar condição - êita termo cafona - pro amigo..), aí disse que tinha que desligar. "Depois me liga", disse ele. Nem liguei... E como ele poderia estar na frente do amigo, liguei pro amigo, que é a azaração oficial da vez. Era, àquela altura, porque já que não rendeu e o A começa a ficar mais decomplicadinho... O tempo dirá... posted by me 13.6.10
Com essa onda de miniblogs (twitter e facebook) mal tenho vindo aqui. De vez em quando entro na página pra ver se ela ainda existe e mostrar pro pessoal do Blogger que recebo visitas - mesmo que só as minhas mesmo. Andei tentando crônicas e literatura, mas vou ficar no papo furado mesmo, que é o que sai mais rápido da minha caixola... Ontem foi Dia dos Namorados... Foda-se, azar o deles! Hehehehe Sei lá se ligo por não ter um... Nem sei se queria namorar mesmo,porque tem todo o lado burocrático da relação que me cansa. Gosto de ficar na minha, fazer o que eu quiser, como bem entender e nem fazer nada. Ontem, por exemplo me joguei no sofá depois do almoço e só levantei para me jogar na cama, umas 3 da manhã. Vou confessar, acordei bem intencionada com a vida, tomei café da manhã honesto (Activia, fibras e tal), mais uns "rebites" (Redbull sugar free, um ao dia!, BCAA) e parti pra academia. Depois, supermercado, compras light e provisão pro almoço. Tinha que ser rápido, porque já eram 3 e tal da tarde, aí fui de bifinho mesmo - filé mignon magro e limpo - uma merda, não gosto mais de gosto de carne... Depois de alimentar a família, cada filho pro seu canto - ela desceu com amigas e ele se trancou no quarto (18 anos é assim!). Eu me agarrei com o controle da Sky e vi três filmes direto, fora as zapeadas. Dia dos Namorados, sabe como é, tinha filminho romântico, mas se salvaram Fim de caso (Ralph Fiennes e Julianne Moore - que casal!) e Simplesmente Amor (aquele que o Santoro pega a ótima Laura Linney. Aquela cena em que ela se esconde dele na escada de casa pra dar uns gritos sem som para comemorar que ele vai ficar na casa dela é antológica!). Se senti falta de namorado ao lado? Nada... Tinha até imaginado que um cara criativo poderia ter me ligado para uma saidinha e talvez achando a data insólita até topasse... Mas tinha feito sexo na véspera, então... Pois é, ia chegar lá de qualquer maneira. Sexta de manhã me chamam pra apagar um incêndio e lá fui eu gravar uns offs... Tarde livre, casa do diabo... Topei um passeio que virou visita a motel, que virou sexo explícito bem feito e sem truques. Sabe quando você arruma a cozinha toda, lava, passa e põe as roupas nos armários, tudo em seu devido lugar e depois sacode as mãos pelo trabalho cumprido? Foi assim. Bem feito, tudo visto, tudo resolvido. De noite mais trabalho e dei de cara com aquele que era meu amante, ou melhor, aquele de quem a amante era eu - porque vejo mão e contramão nessa história. O cara se separou e está alugando apartamento para morar com um amigo - "ser humano incrível". Me disse assim, como quem não quer nada, puxou um papo de leve, descemos no elevador e quando íamos saindo do prédio uma amiga em comum comentou: "que casal lindo!". Eu peguei no braço dele, ri e disse, é, mas ele não vale porra nenhuma... Depois da gentileza caiu o maior toró de filme, como vinheta pelo meu deboche... Eu e meu deboche... quando não sei o que fazer faço uma grosseria e pronto... Me fodo... Hehehe
Segui minha vida, disse tchau e vim com a informação na cabeça... Ele agora não é mais casado... Deixa ele se instalar... Vou cuidando de mim assim... Quando der vontade de fuder eu fodo, porque isso não tem nada a ver com aquilo (e sexo-manutenção te deixa mais calma para pensar e agir direito). Mês que vem tô tramando uma plástica de tudo... Hehehehe Depois conto. posted by me 13.6.10
Navegando por aí dei de cara com a história de um pai que se assumiu gay para o filho e foi aceito por ele... Bonito... Bonito o pai também, que em foto de dez anos atrás pude confirmar: conheci. Conheci! Trocamos uns bons beijos na boca lá pelos meus vinte anos... Hehehehe Vida que segue...
Outra: No Facebook (doravante chamado apenas de FB) vem a campanha do coração (com foto das mãos fazendo o contorno) e propagação do AMOR... Campanha pró-amor? Amor de cu é rola... Detesto essas campanhas bonitinhas.... Ainda mais quando estou de TPM, rosnando pro mundo.
E mais: Fiquei em casa este fim de semana. Ok. Ok. Ok. É tudo o que posso comentar. Não dancei (fora uns passinhos na cozinha); não bebi (só duas cervejinhas sozinha lavando louça); não comi ninguém (fora eu mesma, na véspera...Hehehehehe ...patética essa declaração...).
E: Ontem tive um aula com a minha esteticista e designer - ótima - de sobrancelhas. Ela é solteira e não quer mais relacionamentos com ninguém, só sexo. E vive assim. Envolvimento zero. E se trepar mal, nem atende mais a ligação do cara. Pra ela homem é só objeto sexual... Blablablá. Como ela é MUITO ocupada, fiquei de marcar a próxima ida lá numa segunda ou terça, dias mais calmos,para aprender mais. Segundo ela, se eu gostava de transar com o tal filho da puta, não deveria ter tirado ele da minha vida, devia ter aceitado suas idas e vindas e aproveitado as vindas... No fundo estou mesmo é querendo compromisso, acreditando num homem bom, honesto, fiel, que trabalhe, pague suas contas... Afe! E é aqui que mora o erro, disse ela. O segredo é não se envolver!!!! Assim vou conseguir me divertir muito mais. E outra dica dela, "rompeu mesmo com o bofe? Então já pode pegar o amigo dele que te dá mole. Vai lá e dá pra ele, sem se envolver. Se for ruim, sai fora, se for bom, vai comendo... Que nem eles fazem com a gente - e era isso o que o filho da puta estava querendo com você...".
E a filósofa, zenbudista aqui reflete: não seria isso uma forma tosca de desapego? Por que não? Tenho muito o que aprender com essa guru... posted by me 30.5.10
Faltou dizer que entre o dia que ele disse estar cansado e o dia que nos reencontramos e fui seca com ele, ele me ligou à tarde, num quarta-feira querendo saber por que eu não estava ligando pra ele. Conversa comprida... Eu disse que não estava gostando da nossa história, perguntei se ele ainda estava casado - ele estranhou e repetiu a pergunta: "se eu estou casado? Estou resolvendo". Eu disse,"está cohabitando??? Então resolve sua vida"... Ele: "tô querendo". Eu: "sabe o que eu acho? Compre sua liberdade, que você vai ter mais tempo pra tudo. Pra mim não dá"... Ele: "vamos conversar amanhã, quero te ver; quero isso e aquilo (nem vou repetir as palavras sacanas...)". E eu: "olha, isso é até constrangedor de ser dito assim, não tá rolando". Ele: "amanhã a gente se fala". Eu: "não tô a fim de discutir a relação"... Ele: "te ligo". Eu: "me liga nove e meia (da noite)". Se ele ligou? Não. Nem eu. Por isso quando dei de cara com ele, casualmente, apenas disse "oi, tudo bem?", como quem cumprimenta um vizinho, e dei de ombros. posted by me 22.5.10
Passei pelo cara hoje. Inevitável, estava na entrada do prédio do trabalho, minha rota... Ele estava de costas brincando de chatear um amigo, quando o amigo me viu chegando perto e o alertou: "olha aí, olha aí, OLHA AÍ", pra ele olhar. Aí ele virou de costas e deu de cara comigo a uma distância ainda segura... Disse pra mim: "Oi, liiinnndaaaa". E eu sorri com aquela falsidade de "ex": "Oi, tudo bem?", e segui em frente, sem olhar pra trás.O silêncio do grupo foi revelador. Depois que entrei no prédio os comentários devem ter rolado solto. Quero que se foda. Agora tô assim, mandando todos os espertinhos se fuderem! E a fila anda. Tenho dois ex de standby... Um deles já foi advertido e mandei pro fim da fila pra largar de ser babaca. É a dança das cadeiras... Todo mundo correndo atrás de todo mundo, ninguém quer nada, ninguém sossega e todo mundo reclama. Minha vida agora é cuidar dos meus filhos, da casa (estou fazendo armários e mudando os quartos, além de estar cozinhando muito bem - saladas e pratos light). Fora isso, musculação, spinning e cabeça saudável. Não dá pra investir tanto em mim por dentro e por fora e me jogar pra qualquer cafona que aparece. Qualquer "lheguelhé", como diz minha mãe, ou "petit maitre" - coisa da minha avô. Na dúvida, diga não e mande andar! posted by me 22.5.10
O pior é que alguma hora aquilo lhe pareceu bom. Ele olhou e só viu vontade. Olhou e seguiu em frente. Estava só vivendo a vida e a beleza do instante. Viu, olhou, abriu a porta - ou ela mesma abriu, ou alguém abriu pra ela... Uma porta abriu antes de tudo acontecer daquele jeito... Ela deve ter dado um sorriso alguma hora, ele deve ter olhado nos olhos dela, sorrido também. Algo dentro deles pode ter tremido então, algum vento passou... Ele estava lá, ela também. Eu estava aqui sem saber que um dia iria sofrer aquele momento tão deles... Dias depois veio a notícia, sem que ninguém tivesse certeza de nada. Uma verdade cheia de mentira dentro. Ele estava lá em algumas partes do quebra-cabeça; outras peças não puderam ser improvisadas a tempo para caber nos espaços vazios... Também teve um sutiã que sumiu... Era preto, soube mais tarde... Mas diga o que disser, desculpe-se seja lá como for, teve alguma hora, algum minuto, algum momento em que tudo parecia somente ótimo... Todos nós sabemos que algo assim pode acontecer a qualquer momento. Não porque eu não estava lá, mas porque eles estavam... Difícil estar em todos os lugares... Difícil correr para pegar a bola na frente do gol quando nem se sabe que é dia de futebol...
O encanto de um amor ótimo acabou. O encanto de que isso ou algo parecido com isso nunca aconteceria se foi pra sempre. Talvez isso doa mais que tudo. Porque o que a gente inventa a gente não quer que ninguém destrua... Eu estava brincando de vidinha feliz e a realidade me deu um soco na boca. Fiquei sem ter o que imaginar diante de tanta verdade inventada em cima da hora para ocupar o lugar de mentiras que eu não perguntei...
Talvez seja isso que dói em mim. Aquele "ótimo" não era comigo, aquele momento eu não ganhei...
Por que preciso fingir que entendo que nada aconteceu, como mentido, omitido, inventado, escurecido, obscurecido, remendado, adoentado por ele? Foi uma hora boa naquelas vidas... Não tinha ninguém triste ali, ninguém achando que era só uma questão de má companhia.. Errar pode ser bom às vezes... Pelo menos para quem erra... Porque só se dança hip hop daquele jeito quando a vida parece sensacional demais, louca demais e boba demais para ser proibida por alguém que dorme...
Não havia tristeza naquele lugar... A dor chegaria mais tarde... Estava sendo ainda preparada...
O pior é saber que o que aconteceu nunca vai ser revelado.
Hoje colocado o band-aid do amor e do arrependimento, a vida segue com os dois fazendo de conta que tudo está bem... posted by me 13.8.09
Não foi bom enquanto durou. Fácil falar... Eu não desisti... Apenas não consegui viver o que gostaria de ter vivido neste casamento imaginário. Desânimo, cansaço, dor... Só queria que tivesse dado certo... Eu fiz muito de conta que estava tudo bem; tentei mentir pra mim; fantasiar aquela coisa toda de mulherzinha-feliz-com-marido-em-casa... Mas até os amigos perceberam... Este casamento nunca existiu. Não lembro nem de um lampejo de amor... Nenhum romance... Algum tesão, porque não sou de pedra e gosto... Mas até essa magia foi quebrada... Qualquer desculpa era melhor que estar comigo... Eu não agüento mais o papel de coitadinha... 'Tadinha de mim... Que ridículo. Não posso me (des)tratar assim...
O cinismo desandou de vez. O que era indiferença virou falta de respeito. Dele comigo; de mim comigo mesma. Uma palhaçada de que devo me envergonhar. Certas coisas a gente não deve fazer... Certas coisas a gente tem que aprender a resolver com classe e silêncio... Minha vocação é botar pra fuder!!! Não deveria... Mas é. É feio; é triste; é o maior atestado de perdedora, de fudida... Mas faço! Agora é tomar medidas práticas. Fazer o que tem que ser feito; contabilizar os prejuízos e sair da situação..
Ele que amarre o cavalo em outro canto...
Tenho que pular de fase... Que preguiça... Se ele fosse um pouquinho melhor eu aturaria ainda mais... cara, como sou tolerante quando deveria ser o oposto!
Se acredito em casamento? Uma bobagem! Só dá certo se os dois fizerem muita questão. Viver junto, conhecer os defeitos um do outro, as fraquezas... Tem que amar demais!!
Ele não me amou. Eu amei uma invenção... Mulher boba, carente e de auto-estima baixa...
Agora entendo porque se referem ao @twitter como sendo um mini-blog... Estou na moda, fiz um @twitter e tenho vindo pouco aqui desde então... Ando tendo pensamentos sem palavras também... Palavras não inventadas ainda... Clarice Lispector falou melhor sobre isso... Ando reticente... Estou na reticência eloquente e silenciosa do espaço que a vida ocupa na vida da gente... Ando assim... posted by me 18.7.09
Lendo muito do que escrevo aqui pode parecer que meu momento é de depressão ou desespero, de tristeza ou dor... Mas não é. É de relativa calma em meio à tempestade, sabendo que um dia a chuva passa e que pior não fica... E se ficar a gente aprende alguma coisa... Não adianta falar em lição e experiência para quem é desatento ou não se empenha em ser feliz (pra quem não se empenha, algo sempre atapalha afinal...). Ficar esperando o outro jogar a bola pra você... Ficar esperando o outro se posicionar... Que "outro" é esse? Alguém com alguma legitimidade como ser humano? Alguém a quem a opinião a seu respeito minimamente te importe? Se tivesse pressa faria ontem; se tivesse sem pressa deixaria pra amanhã. O que quero faço agora... Do jeito que dá... Nem fico chateada, apenas aproveito para observar alguém que se cala e não propõe a solução... Que grita para não ouvir o que pensa... Ou pra não pensar o que erra... posted by me 4.7.09
Como mulher é reprimidinha... Até aqui no blog fico sem graça de falar as maiores asneiras que me vêm à cabeça... Vou podando o texto até o conteúdo se esvaziar e só ficarem as palavras de alto calão. Ih, lembrei de caralhão... E olha que não ando nada sexual ultimamente... Talvez por isso consiga achar toda pornografia ridícula... Mesmo que coloque no canal "adulto" em busca de alguma emoção, não há como não rir daquela coletânea de clichês... Alguns ainda batem em algum canto... Mas que são uma mostra do quão patéticos somos, isso são... Falar de sexo dá uma preguiça... posted by me 4.7.09
Quanta confusão uma mulher faz por um "pirú". Chocado? É o que vejo... Até o termo é feio: "pirú", grafado com acento mesmo, no popular... Existem outros nomes: pau,cacete, caralho...ok, parei,soam grosseiros... Pênis, falo... Soam científicos... Bem, sabemos do que falamos agora? Muitos problemas femininos começam com essa falta, essa busca... Freud dizia que a mulher inveja o falo - quer ter um.... Quer ter um, sim, mas não como parte do corpo dela, e sim no corpo dela. Por não querer admitir que o que busca é o pau, tem mulher que acaba se sentindo na obrigaçõa de se apaixonar por qualquer homem para contar com alguns centímetros que valem a pena. Ok, muitas vezes o cara é todo bom, todo ele vale a pena, e aí,que mal há em querer ele todo? Pode chamar de amor, se preferir (se o cara é legal, o tesão rola, o sexo funciona - então, parece bem razoável). Mas meninas, às vezes é só pau certo no cara errado... E se for pau errado no cara certo vale o esforço de melhorar o desempenho do rapaz... Mas sem essa de confundir o pau com o cara, o cara com o pau...
Depois, até entendo que se apaixonar pelo dono do pau facilite as coisas, vai que o cara corresponde, vira amor e aí o pau fica garantido... Vida de casada pau todo dia? Hehehehe Quem já casou sabe... E é uma liberdade saber que, se for o caso, o pau tá lá, mas se não for também...
Hoje acho tudo mais fácil. Tinha época que por não ter pau fixo tinha que ficar organizando agenda, fazendo programações, indo a lugares que não estava a fim (mas era onde os paus estavam)...
Se achei? "Prefiro não comentar"- bordão de TV responde a quase tudo... posted by me 4.7.09
Eu envelheci, e é sem nenhuma dor que eu sinto isso. Gosto de ter envelhecido,de ter acalmado, de esperar menos da vida, de querer o pouco e o bom, o simples e o necessário. De querer bem e melhor que antes... Não tenho tanta disposição, é verdade, mas se não tenho a mesma disposição, também sofro com mais economia. Acho até que sou feliz às vezes, e aceito quando a felicidade se vai. Espero, sofro e esqueço. E quando ela volta, eu percebo... Estar só não é mais tão ruim, é prático e até engraçado... Rio muito de mim... E comigo. Sou boa companhia de mim, e não me exijo tanto... Talvez erre ainda, até por poder exigir mais... Mas ainda estou envelhecendo e aprendendo... Não quero muitas coisas, e quero deixar algumas outras... Parece tudo mais claro agora... As coisas são e eu as deixo ser. Eu sou e me permito ser... Cada um no seu lugar... Nelson Rodrigues estava certo ao aconselhar os jovens... Envelhecer é um santo remédio. posted by me 17.1.09
Você pode traduzir? Na TV, de madrugada, ia começar mais um filme apelativo e picante, desta vez Lolita, com Jeremy Irons e a ... Lolita, claro. Mulher fala pro marido: "A essa hora só tem isso ou pornografia explícita"... O cara lá mudo e ela segue a frase: "Melhor ver esse filme que tem alguma arte, senão só vai dar putaria e eu acabo ficando tarada". O cara: "que saco"... posted by me 3.1.09
Não é sempre assim? "Depois da tempestade..." (complete a frase daí...). Esse é só um registro, porque o sofrimento a gente não esquece... E sempre existe espaço para uma raivinha no coração de uma mulher... Nem te conto minha última mesquinharia...(Nem te conto mesmo). Alguns vexames existenciais não precisam vir a público... O mundo machista me irrita profundamente, mas vou fingindo que não percebo... Eu mesma sou machista às vezes, mas não contra as mulheres, contra os homens... Conduta "macho" nos olhos dos outros é refresco... Ser machista independe de sexo e não é o antônimo de feminista... Explicar dá o maior trabalho; vai viver!
Comentários abaixo. Obrigada pela sua participação. posted by me 19.11.08
Preguiça de digitar... Comi demais. Restaurante italiano e companhia de marido em dia de poucas palavras... Tudo que eu comentava não agradava... Se não entendesse o que ele falou era falta de atenção... Estava me sentindo numa sabatina... Nem o vinho pude escolher, porque seria provocação - dei a ele a honra... A coluna da direita foi a diretriz... O vinho não era bom, mas bebi e disse que gostei... Vou aprender a mentir bem... Quanto esforço só para ter um marido... posted by me 16.11.08
Menor talento pra ser feliz... Fim de semana só começando e eu já sinto pena deste que vai ser mais um fim de semana desperdiçado... E o tempo está chuvoso, nem a promessa de dias lindos de sol pra me animar... Ou desanimar... Não gosto de pegar sol, e onde vêem beleza eu vejo calor, suor e mau humor de imediato... Dias chuvosos são lindos... Lindos e tristes... E o tempo passando, eu gastando a vida de qualquer jeito e sem saber como ser feliz de outra maneira que não a de sempre: sofrendo... Desânimo de ver a vida andando e a gente caminhando pro fim... Todas as gentes... Eu abrindo a fila... E por que seria diferente? O que eu faço para que minha vida seja diferente? Sei que estou até o pescoço de culpa... Preguiça de ser feliz... Análise que não deu certo... Problemas em que me meti... Muito cansaço... Eu sempre tendo de ser o apoio de todos... E quando eu grito com quem eu devia amar e sorrir... E quando eu vejo que minha dor faz os outros sofrerem...
Num mês são três dias de fertilidade e 27 de desistência... Até o mês seguinte... posted by me 31.10.08
Estive aqui, vim me visitar. Não me encontrei... Hehehe. Essa era eu ontem. Uma "eu" diferente. Melhor ou não, tanto faz, isso é para quem se preocupa com medidas. Eu andei. A vida andou. Hoje vivo coisas impensáveis. O amanhã nem me interessa... Estou tranqüila com o meu hoje, mesmo sentindo a pressão de ter receio de um amanhã. Deve ser a pressão de todos os ocidentais... Ia dizendo outra coisa... Mudei a rota e nem lembro o que me fez abrir este texto... Mas foi bom esse encontro com palavras antigas que saíram de mim... Cansei de pensar a vida... Nem tenho nada para falar. Ando em fase silenciosa. E talvez quando as coisas andem bem não há muito o que se falar a respeito. Tudo vira obviedade. Mas o texto da "auto encheção" me explicou o que pode ser... Parei de me encher de perguntas... Não quero respostas... Volto outra hora. posted by me 6.9.08
P:Você me ama pra sempre? R: Não se pode parar a natureza. P: ??? R: Se não for mais o caso... A gente não pára a natureza... P: Ahn... (Puta-que-pariu... Quanto romantismo. Mas anotei a frase mentalmente pra usar quando for o caso...).
(Já me sinto autorizada a falar em nome da natureza na próxima oportunidade "imparável"...) Quanta babaquice... E a natureza o que tem com isso?? Só porque somos todos uns filhos da puta temos que pôr a culpa em algum lugar?
Para sua vida andar é preciso fazer algumas coisas... Andar, por exemplo. Já experimentou entrar num elevador e apertar o número do andar em que se está? O que acontece? Nada, né? E dirigir olhando só para o retrovisor? Até saímos do lugar, mas podemos bater no que está na nossa frente...
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Que os mal humorados não nos ouçam, mas eles são muito engraçados... Eles acreditam naquilo; naquela cara amarrada; naquele não-sorriso eterno... Horríveis, eles são... posted by me 2.5.08
Ah... As coisas estranhas que a gente diz só pra comer alguém... E até a gente acredita às vezes... A "gente" que ouve e a "gente" que fala... Acreditar na mentira que se inventou... Tem gente que se engana com tudo... E sempre que pareça valer a pena...
- Eu te amo, mesmo que olhe para outras... - Eu também olho para outros que passam... - Pena que passam tão rápido...
Românticos como uma cavalaria... posted by me 8.3.08
Bilhete que eu não mandei e ele achou. Foi assim: eu estava precisando desabafar e escrevi essas linhas... Alguém encontrou... Era isso aqui:
Eu não vou sentir saudade de você. Vou sentir saudade da pessoa que eu inventei que você poderia ser. Saudades dessa pessoa que não é você. E eu ainda espero ouvir algo de bom. Ainda espero. Deve ser medo...
Depois ele me perguntou se era dele que eu falava... Desmenti do meu pior jeito para ele não ter certeza de nada e entender como bem quisesse... No fim, não é assim que se vive? Entendendo tudo do jeito que a gente preferir? Depois, o bilhete ficou com ele. Hoje, dando faxina nas coisas dele, encontrei-o e trouxe pra cá... posted by me 16.2.08
Que mundo idiota,tantas coisas acontecendo que não valem a pena... Não vale sequer mencioná-las aqui.Estou de calça larga e virando uma gente nova. Se estou mais velha, agora cheguei na zona de conforto. Ainda viva, ainda com saúde e ainda querendo viver e ser feliz. Que se foda o resto, as rugas, a carne ficando mole... Estou aqui. No mais, vontade de esganar os outros e fugir do planeta como sempre... posted by me 15.12.07
É bom saber da sua vida, saber que a viagem te fez bem. É a vida acontecendo. Um jantar inesperado como convidada da convidada e você hoje está casada na Itália. Minha amiga, isso é ótimo. Eu vou indo em frente; muitas fichas caindo... É bom envelhecer e ver que ainda dá tempo de ser um ser humano mais feliz... Até a analista me falou do tempo e da idade... Por que não aprendi a viver antes? Por que insisto em fazer o que não deve ser feito; jogar a vida fora de qualquer jeito?
A gente tem que aprender a tomar conta da gente, se cuidar de verdade. Não ficar fazendo vista grossa pros problemas que estão se amontoando na nossa vida... Ficar imaginando que poderia ser diferente... Mas não é!!!! E o que “é” é o que tem que ser analisado... Transformado... Mudado, se for o caso. A vida não é qualquer coisa, né? Não é uma coisa qualquer que acontece quando a gente nasce... Ela é o que somos! Somos a nossa vida!!! E poder melhorar a vida é melhorar quem se é.
O cara não serve mais. Não me faz feliz e me faz ver no espelho a minha idiotice toda vez que tento saber quem sou e o que estou fazendo... Agora deu pra me desrespeitar como se eu tivesse autorizado isso... Nas primeiras explosões de ira dele fiquei sem reação, tamanha a surpresa. Que ser humano era aquele se esvaindo em palavrões, baba e olhos esbugalhados? Acabou o remedinho, meu bem? Fiquei olhando a gritaria dele meio atônita, sem saber que tipo de selvagem não catalogado era aquele... Depois de alguma observação vi que a linguagem é a do berro! E eu não gosto de gastar minha voz desse jeito. Passei a olhar no olho e tentar um diálogo. Só veio mais gritaria. O cara não dialoga, só acusa! Adora culpar tudo e todos e se pôr no primeiro lugar do podium. Desta vez falei que é para ele me dizer o que ele quer, porque não estou entendendo quais são os planos dele. O meu é ser feliz: e está impossível! Ou ele muda ou se muda! Não quero mais esse clima comigo!
E outro dia, quando era outra persona que ele encarnava, veio dizer que eu não acreditava na gente... Dá pra acreditar? Na pergunta? Na gente? Ah, eu nem quero que alguém entenda. Entender às vezes não serve pra nada. posted by me 5.9.07
Me deu vontade de vir aqui dar um grito: GGGGRRRRRRRRR! Nem estou com raiva de nada, ou de nada material, pelo menos. Nada aconteceu.... Talvez nada me incomode mais que isso... Nada acontecer... Não, não eu, eu adoro o nada... Gosto que nada aconteça.... Mas algo está sempre acontecendo.... Minha vontade de gritar, por exemplo. E se nada faço, o tempo não deixa de fazer a parte dele.... O taxímetro da vida tá ligado...
Foda-se!
Quer saber? Cansei de ter que ser brilhante e sensacional, magra e sarada, inteligente e semi-coroa em dia... Que se foda! De mim não esperem nada, ok? Nem de bom nem de ruim... "Vai na frente que eu não vou" - Já disseram por aí...
Estou reticente... Maledicente... Querendo errar bonito em algum lugar, por alguma falta de causa e de vontade de existir...
Viver pra continuar pagando crediário... Vidas de carnês.... Todos patéticos fingindo pro vizinho que são felizes...
Seria melhor que alguém lesse isso aqui. Tenho dessas vaidades... Essa, ao menos, permanece... Talvez alguém passe por aqui sem deixar rastros... Muito menos mensagem... Meu contador deve estar fora do ar... Preguiça...
Tenho preguiça de dobrar o pescoço em direção ao fim da tela pra ver se sequer tenho contador instalado... Já tive um dia... Eu sei... Eu acho... Eu perco...
E olha que tenho mais o que fazer... Mas não faço... Estou ocupada demais fazendo nada... E ainda tem a agenda do fim de semana - obrigação de ser feliz -, e neste com direito à platéia-família. AVISA LÁ QUE EU NÃO FUI!!!
Se desse, fugia de mim!
Talvez mudasse meu nome e fosse para algum lugar remoto olhar umas pernas e pés andando e eu bebendo raspberry juice (uma descoberta quase desagradável que insisto em gostar, que me seca a boca de tão adstringente...)...
Fluxo de consciência... Clarice Lispector... O calor, a sede e eu...
E ele tossindo na sala e fazendo eu me sentir estúpida...
Oscar Wilde:(são muitas frases...)"O problema em resistir a uma tentação é que você pode não ter uma segunda chance...". "Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquetipo qualquer, mas pela pupila... Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante... A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos... Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo... Deles não quero resposta, quero meu avesso... Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim...Para isso, só sendo louco... Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças... Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta... Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria... Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto... Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade... Não quero risos previsíveis nem choros piedosos... Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça... Não quero amigos adultos nem chatos... Quero-os metade infância e outra metade velhice... Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa... Tenho amigos para saber quem eu sou... Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril... "
"Há QUALQUER COISA DE RIDÍCULO NAS EMOÇÕES DAS PESSOAS QUE DEIXAMOS DE AMAR"
"Ah! Não me diga que concorda comigo! Quando as pessoas concordam comigo,tenho sempre a impressão de que estou errado."
"Só os medíocres dão o melhor de si o tempo todo."
"Nada do que vale a pena se aprender pode ser ensinado." posted by me 17.6.07
AS COISAS NÃO ACONTECEM POR ACASO; ACONTECEM PORQUE SOMOS MUITAS VEZES IDIOTAS O SUFICIENTE PARA "ACONTECÊ-LAS"(ou fazê-las acontecer).
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Problemas acontecem e re-acontecem. Vão re-acontecendo até que inventemos outro problemas para substituí-los. E a que preço emocional??? Mensagem cifrada para que eu não esqueça dos meus dolorosos erros. E dos que ainda virei a cometer. E se essas linhas não fazem nenhum sentido, é porque nem tudo tem sentido. Ou nem todo sentido é conhecido, reconhecido, inventado a gosto, a torto e à direita... Tenho me permitido não fazer sentido, e isso faz muito sentido até. Porque é por não fazer sentido que o que é é. posted by me 17.6.07
Pois é, o blogger mudou... É próprio das coisas mudarem... Eu tenho escrito menos, já escrevi mais, e só por ter escrito mais posso estar escrevendo menos ultimamente. Mudarei isto também, agora que já entendo como voltar a escrever, a bloggar... Mesmo que de nada adiante toda esta história. Ninguém se banha duas vezes na mesma água do mesmo rio, não é Heráclito? E talvez esse comentário não seja adequado agora. E talvez eu tenha errado neste segundo comentário também. Talvez você... Talvez eu... Talvez tudo... Talvez. Que bom que temos a alternativa do talvez... posted by me 20.5.07
O pior de uma dor é não saber o que fazer dela Não é a dor que dói. É o que nela mora sem outro lugar para ficar. Algo que nem se sabe o que é, mas que insiste em ser dentro de você... Não sabemos onde pôr a dor, nem onde ela nos porá.
A dor, nós a causamos. Trouxemos nosso ser até esse momento em que doemos.
E que doa para o bem, como pede a religião, E que doa para nunca mais, como talvez se devesse pedir. E como peço quase aflita, me dando conta de que outra dor virá; E que nunca se aprende a doer; E que é sempre uma nova dor.
Se eu dôo agora, pelo menos sei que até então o que vivia não era dor. Talvez fosse até felicidade...
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RXPTO ? um código secreto de mim ainda não desvendado. Essa que sou eu, sem saber como ser o ser que sou. Que se é sem ser, sendo do jeito que soube saber. Saber saber. Temos que aprender o saber. Aprender a saber Apreender o saber.
Ao menos me percebo em mim.
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E vou doendo como quem finge fazer poesia Falando comigo o que insisto em ouvir nesse silêncio Silêncio que me dá até uma paz de que nada disso existe Nem a tal da dor
E agora respiro feliz Me sentindo dizer Me encontrando em mim Encontrando em mim O lugar certo de se colocar a dor
E ela já se foi. Descansa sem nome no banco das próximas poesias
De que jeito nem sei
Não se precisa entender nada Basta viver
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(Outro que doía sem sentir disse isso: "Meditação não é o que você pensa".)
Assim se acha o que é Onde vive o que se esconde de tão vívido que é Está no todo Impregna o todo do que ele é Ele, o que supera o todo. O último O maior O que mede o maior.
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Eu dôo bonito.
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Hora de dar a descarga: CHRRRRRRUMMMMM posted by me 27.12.06
Caras que dizem coisas que valem a pena eu repetir aqui:
"A realidade não passa de uma alucinação criada pela falta de poesia."
(frase dita por Geraldinho Carneiro em entrevista à Revista Globo de 6 de agosto de 2006. Estava entre aspas; pode ser uma citação - culpe a repórter que pôs as aspas lá e não deu nome ao dono...).
"(...) O passado é sofrimento. Se foi bom, dói. Se foi ruim dói do mesmo jeito (...)".
(dita por Ferreira Gullar No Caderno Prosa e Verso de O Globo em 12 de agosto de 2006) posted by me 12.8.06
"Sempre lembramos com todos os detalhes o que nos fez sofrer"; ouvi essa frase num filme que vi por acaso um dia desses. As frases mais duras, os momentos de dor são sempre lembrados com mais detalhes. Por que o sofrimento nos toca mais que a felicidade? Não que eu esteja sofrendo, mas a verdade da frase me tocou. E o que me fez pensar é que somos uns idiotas. O sofrimento é amplo, está aí em qualquer lugar, ocupa a banalidade da vida; para ser feliz o olhar tem que ser outro, temos que relaxar nosso espírito, partir para uma visão limpa, uma vontade de ver sem força, um olhar que acontece quando algo nos captura. Não a dor, que está aí e sabemos como tirar dela todo o seu veneno; os momentos felizes não são poucos, mas passam despercebidos por nós, que, ocupados, saboreamos a dor da vida, em lugar da serenidade do que simplesmente acontece e encanta, sem precisar de legendas, de avisos... E que pode nos encher em um segundo da mais íntima e intensa alegria de estar vivo.
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A verdadeira transgressão é o amor. Viver acreditando no bem. O resto é o resto, e não é à toa que o que sobra é chamado assim.
Se o meu amor acabar eu vou chorar um pouco. Eu vou pensar que fui feliz por um tempo. Que vivi uma felicidade especial, única, que não volta mais. Eu vou sofrer. Eu vou pagar tudo de bom que vivi com uma dor de morte. Eu vou ter vontade de gritar. Eu vou chorar com a nossa música; com a música que nos fez dançar, com a música que me fez ver em você meu amor.
Eu vou pensar que a vida é mesmo assim: começo, meio e fim sempre; para tudo. Tudo pára uma hora.
Se eu perder meu amor vou achar que ele nunca existiu. Vou achar que foi uma mentira boa na qual você me fez acreditar.
Eu te olho com olhos de saudade desde já. Olho meu amor que um dia irá embora de mim. Mas é melhor sofrer o fim do que nunca ter conhecido o começo. Do que nem saber como é a felicidade deste amor que vou perder um dia.
Quando meu amor for embora da minha vida eu quero ir com ele. Mesmo que isso seja impossível. Eu quero estar sempre com o meu amor de hoje.
Eu te amo assim.
E agora choro a sua perda antes de te perder, para poder te amar quando você não estiver mais comigo, meu amor.
Quem não for fútil às vezes que atire a primeira pérola. Um pouco de futilidade melhora o astral e a auto-estima, além de contribuir para a paisagem. O belo é o belo, e Platão não foi menos filósofo por tê-lo notado. Não que todos possamos ser lindos, mas que mal há em cuidar da casa em que mora nosso espírito? Futilidade é o nome mais feio da vaidade e do amor-próprio. Vamos ser fúteis com delicadeza... posted by me 16.5.06
(Sem Título) E aí, já decidiu ser feliz? Não? Ah, mas tá pensando em me mandar pro inferno? Faz sentido... É mandando algumas coisas pro inferno que a gente começa a ser feliz mesmo. A primeira não precisa ser eu, né? Melhor é mandar pro inferno a auto-encheção de saco. É, a gente faz isso com a gente mesmo. Não basta a vida ser difícil, o dinheiro ser pouco, o trabalho ser longe, o trânsito ser caótico, o colega ser mal humorado, o vizinho ser antipático, o porteiro ser mal educado... Nós somos nosso pior inimigo - ok, essa frase soa como já dita por aí... Tome como citação de algum filósofo ou psicanalista, ok? Através da auto-encheção a gente fica se lembrando o tempo todo que não dá pra ser feliz, por isso e por aquilo, e por tudo o que nos ronda e nos afeta... Vamos voltar à tal da felicidade... A felicidade é possível. Claro que se você for esperar ganhar na loteria sozinho pra começar a fazer planos, terá problemas... Talvez uma vida não dê tempo... E até andaram me dizendo que a loteria é uma farsa, que é tudo arranjado para o dinheiro ir para um bolso marcado... (eles agem assim. "Eles" quem? Os captos... Os iones... Os magustuns... Dê o nome que quiser. Mas que eles existem existem.). Você já teve algum amigo que ganhou? Algum amigo de amigo? Algum vizinho? Algum inimigo? Algum algum? Ninguém, né? Humpf, o que dizem por aí faz sentido... Mas essa é outra conversa. Ser feliz é um exercício de auto-observação; dá um trabalhinho, sabe? E depois de pegar o jeito da coisa, a felicidade vai se manifestando sem que se perceba... Outro dia me vi sendo feliz sem querer, à toa, à toa... Foi como se tivesse aberto um canal sensorial novo em mim. Até olhar o sinal fechar e as pessoas atravessarem estava bonito. Tudo estava mais adequado, tudo tinha mais sabor... Hum, já sei, tá achando que eu estou apaixonada? Que nada, estar apaixonada é uma dor muito forte. Estou é feliz mesmo. Mas isso só começou a ser possível quando eu parei de reclamar e comecei a fazer pequenas coisas. Vi que fazer coisas costuma dar resultados e que é uma delícia você meter o seu bedelho no mundo, dar uma adaptada na vida pra ela começar a correr de um jeito bom pra você. E é aí que a gente vê que quando paramos com a auto-encheção de saco, com as lamúrias, com o labirinto interno de vozes desencontradas, tudo vai acontecendo, tudo vai andando - é como o mar que se abre como Moisés fez...Hum, tá bom, essa foi uma comparação idiota. Mas sabe quando o vento balança o capim? A gente às vezes não consegue muito mais do que isso, né? Mas se for um dia bonito de sol, ou um dia lindo e cinza com alguma chuva o resultado pode ser fantástico. O cheiro de alguma flor ou o cheiro da terra pode te surpreender. Sem falar que vento tem mais é que ventar mesmo... E você tem mais é que viver e se descobrir feliz de vez em quando. Porque nem sempre a gente sabe o endereço da felicidade, o caminho a tomar, a hora de embarcar... Felicidade acontece a qualquer momento, até quando o balconista da farmácia te dá um sorriso não mecânico e você vê alguém te ouvindo falar com alguma atenção. Não me queixo dos outros, eles são eles. E não me queixo de mim, mas fico de olho quando algo dá certo, porque fazer dar errado eu já estava sabendo muito bem. E a felicidade acontece quando a gente se pega fazendo a vida dar certo. Mesmo que esse certo possa não ser o de todo mundo. Mesmo que seja só uma maneira nova de respirar, uma música nova na sua vida, um cachecol verde pistache, um corte de cabelo, um banho com nova coreografia. Deixar de agir mecanicamente gera resultados especiais. O bom da pós-modernidade é poder ser quem você quiser, o ruim é que a gente não sabe escolher e deixa que os outros escolham por nós - nossos amigos, a publicidade, os programas de TV... Mas hoje estamos a um passo de qualquer coisa que nos interesse. E não há nada demais em mudar de vez em quando. Parar de pensar que você não é feliz; evitar velhos erros e parar de dar justificativas idiotas pra si mesmo pode ser um bom começo. Experimente ser feliz. No começo dá um medinho, mas depois tudo fica melhor. E não procure a dor, porque quando ela quiser ela te encontra; e aí, não seja um bobo alegre, que isso é muito diferente de ser feliz. Aí, meu amigo, quando a dor chegar, senta num canto e chora um pouco, que depois que ela passar você volta a ser feliz, te garanto. posted by me 16.5.06
Ah, se eu tivesse assunto. Assunto pra você, de você, de qualquer coisa. Ando assim, em silêncio monástico. Só falo se for pra gritar alguma coisa. Só penso se for pra dizer alguma palavra. Não sei de mim. Nem sei se estive aqui de verdade tentando explicar alguma coisa que não existe. Consegui. Meditei tanto que fiquei vazia. No silêncio. Na total sabedoria da alma. Que bem sei que pode não servir de nada - "combinou com o outro time?", diz a piada... Sei lá. Sei cá. Sei aí. Sei em algum lugar. Vai lendo isso, então. Porque se estou sem assunto, você me parece sem nada melhor pra fazer. Saudades de não te conhecer. posted by me 5.4.06
Eu tenho medo de fotos. De posar pra elas, de estar nelas, de me ver nelas. Não, não é vaidade. Se saio bem, fico agradecida pela sorte, talvez até achando que mereça; se saio mal, encaro numa boa, é fato, está documentado - e se eu for feia, que mal há nisso? Tenho menos direito à vida por acaso? O medo que sinto das fotos me pega de assalto quando vejo uma foto minha bebê, no colo de minha mãe toda feliz (ah, tá, papo pra analista... Dever de casa pra próxima sessão...). Sinto que tenho que prestar contas àquelas duas. Tenho que dar uma satisfação praquela mãe, e pior, falar praquele bebê que tá tudo bem, que vou sendo feliz de algum jeito aqui nesse hospício intergaláctico chamado Terra. Nem sempre é fácil, a gente sabe. Olho minha mãe tão sorridente e aquele bebê lindo que eu amo mais que a mim mesma e vejo que tenho que fazer algo por eles. Por que não cuidei pra que tudo sempre corresse bem com aquela criança? Por que só aprendemos quando parece ser tarde? Não, já estou melhor. Cheguei tarde em mim, mas cheguei ao menos, e hoje estou por aí, andando na vida com alguma sabedoria. Eu escrevo não pra desabafar, mas pra documentar que um dia eu pensei. E que pensar não deve ser algo ocasional e obrigatório. Melhor é pensar sem sentir, agir como quem nem vê, e fazer o melhor sempre. Mas aquele bebê e minha mãe na foto têm toda a história do mundo; a história de todas as mães e todos os bebês. Na hora da foto estão lá, lindos, do jeito que dá, mas sempre lindos.
Sisifismo Sexual ou Carregar Pedra é Mais Fácil ou Rindo com as Hienas
Mais um homem ficou pra trás. Nem lamento. Mal notei... Ainda. É, porque não adianta comemorar estar sendo forte, fazendo o que tem que ser feito, vivendo a vida sem medo; não vai durar muito essa auto-suficiência toda. Same old shit. Daqui a pouco vem o vazio. Não o vazio existencial, que já não existe aos quase 40 de sabedoria; o buraco é mais embaixo. Como diz uma sábia amiga minha, "a gente precisa fuder com alguém". É, algumas mulheres precisam. E aí começa a história patética, aquela produção toda, o velho jogo do acasalamento cheio de preguiça, toda a engenharia de catar um representante do gênero masculino nesse zoológico humano que nos cerca. Os olhares reciclados pela lembrança de algum amor inventado no passado; os sorrisos amarelos; as baixadas de cabeça providenciais simulando alguma timidez; algumas viradas de cara; alguns sinais confusos de desinteresse... Pestanas cheias de rímel; lápis nos olhos; cabelos soltos. Algum molejo no quadril que se pretende trabalhar no colchão... Ai, ai. E fingir encantamento por um sujeito que pensa estar disfarçando suas manias; que pensa ser irresistível com sua displicência localizada na barriga - e torcer para que ela não se revele também onde não pode haver moleza. E a gente olha praquele sujeito esquisito, tão diferente do amor ideal previsto na mocidade, nota seus cabelos brancos, suas entradas, sua falta de cabelos até, percebe todos os seus truques, todo o esforço em parecer tão viril e ativo, e ainda acha que o problema está resolvido."Ok, esse dá pra encarar", conclui-se com alguma pressa. Damos nossa olhada de aprovação, passamos a mensagem de interesse e esperamos o bote. Quando demora a gente mesmo ataca . Aí, é aproveitar o que dá, e não reclamar se não der em muita coisa. Se for bom, melhor. Se for ruim, é reunir forças para a próxima investida - até que a gente pare com essa mania de fuder com alguém.
Alguns caras parecem que não me entendem, e eu penso quase em voz alta: - Eu tô aqui só pela foda. Bebe logo esse uísque, que eu não agüento mais rir das suas piadas. Mas fico calada; não vou matar a galinha dos ovos de ouro ( ou o galo? Dos ovos de ouro??!!). E sigo na função de fazer o cara acreditar que ele é interessante. (Pelo menos até que me prove o contrário, todo sujeito mais ou menos pode ser interessante...). Rárárárará (Como é bom escrever bobagens num blog. Cadê a polícia das letras? Alguém me pare, que eu tô ficando perigosa). Até esqueci do que está para me faltar... Rárárárá (Cadê a madeira? Mangalô três vezes - só por hábito).
Se você fosse um cara legal e quisesse se apaixonar por mim, até que poderia ter sido bom. A carcaça ainda funcionava; deu pro sexo algumas vezes. Até que as vezes ficaram mais escassas; fomos ficando mais longe; e me locomover por causa de uns 17 centímetros de carne rija já não me empolgava tanto. Nos deixamos quietos. A carne quicou um pouco; depois parou. O arrepio se foi. O vento na barriga sossegou. Nossos corpos adormeceram um pro outro. Nos perdemos de vista. Você não conta mais. Não. Sim. É assim que é. posted by me 19.2.06
A coisa mais verdadeira que já senti dos meus amores falsos foi a dor do fim. Do fim que não teve motivo, do início que não teve motivo, da dor que era mais sentimento que todo o amor não vivido e premeditado como palpite ruim. Se não era amor de verdade, por que essa dor, que é de verdade e mais intensa e bela que todo o amor que não existiu? A morte de algo que não nasceu. E a morte de algo que não nasceu é uma dor horrorosa, quem já teve sabe. Até que ponto o que poderia ser seria? E esse gosto tem que nome? Essa quase dor tem que tamanho? Dos meus falsos amores quero só a dor do fim. Quero sempre sentir essa dor, para me lembrar dos amores que não tive, que nem precisei ter para poder ter essa dor que me encoraja a viver e a nem ligar para minha falta de amores. Porque às vezes o melhor de um amor é a sua dor. posted by me 12.2.06
Dá licença que eu estou bem pra caralho? Dá licença de eu ser feliz do meu jeito? Eu vivo a realidade, vivo as coisas que se apresentam - tá, tudo bem, algumas vezes eu vou buscar, outras eu não encontro... Mas a vida é assim mesmo. É pra ser vivida, não lamentada, fantasiada... Eu tô em paz com o meu agora, eu não tô esperando nada, a não ser o tempo que ainda tenho, para usá-lo quando for a hora. E o que adianta achar que se o ontem fosse hoje seria diferente? Que se o amanhã fosse agora a gente seria mais feliz? O que interessa de fato é esse vento no rosto, o copo d'água que preciso beber, essa roupa que preciso tirar. Então eu venho aqui e escrevo isso pra ninguém. E se ninguém ler, já foi bom. Eu tô vivendo a vida do meu tamanho. posted by me 6.2.06
De vez em quando eu tomo um martini imaginário. Tomo um drink desse tipo, um desses que nunca tomei, cujo gosto nem sei qual é... Mas já que só imagino que bebi o martini, tanto faz. O gosto é de alguma dor. Não é dor ruim. É a dor dos poetas inspirados... E me sinto cheia de palavras. Vou escrevendo alguma coisa aqui, outras vou pensando sem legenda. Não consigo traduzir tudo o que sinto, porque esses sentimentos estão em mim, mas não são meus. Não os vivo, só os tenho; são eles que vivem em mim de algum jeito mórbido, como o órgão doado a quem precisava. Precisava sentir alguma coisa e bebi o martini. O gosto é de dor de segunda mão, dor semi-nova, dor emprestada. Mas o martini também não era de qualidade, como a idéia desse texto aqui. posted by me 27.1.06
- Tô sofrendo um pouco, mas tudo bem, tô com tempo pra isso agora, né? - Tempo? - É, agora que você não está aqui comigo, que a gente não se encontra mais... Tenho mais tempo agora. Tenho tempo pra sentir sua falta até a dor dessa falta acabar. Não tem problema. Eu vou sentindo isso sem tentar explicar nada. Paro, choro, sofro... Depois lavo o rosto e vou viver um pouco. Tem sido assim. E quando isso passar passou. Não vou lutar contra esse sentimento. É uma tristeza bonita, de algum jeito. É o lugar onde você vive em mim agora. Mas não pense que só sofro. Eu me pego gargalhando do que acontece de engraçado, sentindo o sol arder quando faz sol, a chuva molhar quando chove; até escovar os dentes tem sido um momento de êxtase. Beber uma caipirinha de Absolut, algum chopp com alguns amigos... Até o lado bom de malhar na academia está melhor. Parece que agora eu mereço tudo muito mais. E me mereço mais por isso também. Agora nem preciso mais de você pra ser feliz. Mesmo ainda te chorando, não te quero mais. Você deixou de ser a pessoa certa, apesar de nunca ter sido. Não tem problema nenhum. É só a vida acontecendo. E isso é bonito de algum jeito. posted by me 27.1.06
Foi assim, como se eu não esperasse nada àquela altura; ia vivendo sem sentir a vida passar - ao menos não doía àquela hora. Era o fim. Fim do ano. Último dia, última noite. E o telefone toca, sem que eu soubesse que poderia ser ele, sem que eu ousasse querer tanto, sem que eu me inventasse ser feliz daquele jeito. Eu atendi. Depois entendi. Às vezes a vida ri da nossa cara do seu melhor jeito. Vida que caminha, que se encaminha, que nos desencaminha. Houve então aquele instante, o telefonema e tudo o que se seguiu. Sem que nenhuma força fosse necessária, de um jeito que só bastava que eu estivesse ali. E ele. E estávamos. Houve também a chuva, a multidão na praia, as flores que já anunciavam a sujeira do dia seguinte, os pés na areia, a água fria do mar, todo aquele suor e a fumaça no ar. Muito barulho, menos barulho, alguns barulhos. O carro parado, o trânsito lento, o pernas pra que te quero, os corpos que também querem. Passos, passos; algumas quadras, nenhuma dúvida. Nos sabíamos ali desde o começo. E me peguei vivendo. Ouvi muitas palavras, faladas e cantadas. Depois alguns gemidos e suspiros. Café da manhã não houve, aquela manhã ainda era noite que se estendia. Eu não queria mais ir embora, mas o medo de ser expulsa me fez não estar lá ainda agora.
Feliz ano novo. Fizemos por merecer esse último instante.
Não é por você que choro Você é bode expiatório da dor de mim Eu "dôo" - verbo defectivo (e como não seria?) Eu estou doendo - melhor dizer assim
Essa dor que é mais tristeza do que o amor que nem tive e perdi Eu queria sonhar a dois e vivi um pesadelo Um pesadelo sozinha Você não estava lá Você nunca esteve - nem aqui Desconfio que nunca esteve em nenhum lugar
Mas não é você, Sou eu afinal E é sempre assim Sempre eu no final Sempre o final Afinal E o final tem que ser vivido até o fim
Ai de mim que fui querer ser feliz Não deu mais uma vez posted by me 7.10.05
Walden ou a Vida nos Bosques Henry David Thoreau (1817?1862)
"Eu fui aos bosques porque queria viver deliberadamente, enfrentar somente os fatos essenciais da vida, e ver se eu não podia aprender o que ela tinha a me ensinar, e não, quando viesse a morrer, descobrir que não havia vivido. Não queria viver o que não fosse vida, viver é tão bom; nem queria praticar resignação, a menos que fosse realmente necessário. Eu queria viver profundamente e sorver toda a essência da vida, viver violenta e espartanamente de forma a derrotar tudo que não fosse vida, e reduzí-la aos seus mais simples termos, e, se isso se provasse pobre, porque então alcançar a sua miséria completa e genuína, e anunciar esta miséria ao mundo; ou se fosse sublime, conhecer de experiência, e ter condições de dar um relato fiel disto em minha próxima excursão."
Caras que dizem coisas que valem a pena eu repetir aqui:
"A realidade não passa de uma alucinação criada pela falta de poesia."
(frase dita por Geraldinho Carneiro em entrevista à Revista Globo de 6 de agosto de 2006. Estava entre aspas; pode ser uma citação - culpe a repórter que pôs as aspas lá e não deu nome ao dono...).
"(...) O passado é sofrimento. Se foi bom, dói. Se foi ruim dói do mesmo jeito (...)"..
(dita por Ferreira Gullar No Caderno Prosa e Verso de O Globo em 12 de agosto de 2006)
Frases de Simone de Beauvoir em Por Uma Moral da Ambiguidade:
"É preciso afirmar a existência no presente se não se quiser que a vida inteira se defina como uma evasão rumo ao nada."
"Precisamos decidir sobre a oportunidade de um ato e tentar medir sua eficácia sem conhecer todos os fatores em presença. (...) O homem de ação não esperará, pois, para decidir, que um perfeito conhecimento lhe prove a necessidade de certa escolha; ele deve escolher primeiro e assim contribui para moldar a história."
"É sempre nas trevas que brota o movimento do espírito, quer o chamemos de pensamento ou de vontade."
"(...) Todo movimento vivo é um deslizamento na direção da morte. Mas se aceitam considerá-la de frente, descobrem que todo movimento na direção da morte é vida."
Um mês redondinho que não escrevo nada por aqui. De vez em quando eu venho conferir se o blog ainda está no ar, fico com saudades, sinto pena da pouca inspiração. Estou com preguiça das palavras, mas isso é coisa que dá e passa. As palavras não conseguem dizer tudo o que gostaria e às vezes é só do que as palavras não conseguem dizer que eu gostaria de falar- ou de me calar. Gosto quando as palavras não têm serventia, quando tenho que viver a vida sem legendas, mesmo que buscando ao longe alguma significação para o que vejo, sem saber o que pensar do que me acontece. Fico meio animal, sentindo as coisas como elas se apresentam, sem dar nomes... Mas algo em mim sempre tenta traduzir o que sinto por palavras... E isso é chato. O mundo quer palavras... Mas tenho me sentido livre para dispensá-las. posted by me 7.9.05
Tenho uma filha fofa. Tenho um casal de filhos fofos. E hoje minha filha disse um negócio que foi muito bonitinho e vou registrar aqui. Já era meio tarde, quase meia-noite, e ela, mesmo sendo corujinha, me deu uma bronca (é leonina...): "Mãe, vamos dormir, amanhã tenho que ir cedo para a casa da minha avó; ela vai fazer pudim de leite e frango assado pra mim". Gente, nem preciso dizer que os olhinhos dela brilhavam quando ela falou essa frase. E meu coração esquentou. Foi tão bonitinho ela dizendo isso. E imaginei que gracinha a conversa da avó com ela dizendo que amanhã é dia de pudim de leite e frango assado. Pra que o resto, né? Nada seria tão bom quanto ela me dizendo isso daquele jeito que só a filha da gente sabe dizer.
A gente se olhou daquele jeito e tudo poderia acontecer. Não, não tinha sido a cerveja, não tinha sido a fome, nem a pressa de que aquele olhar acontecesse. Foi um olhar de encontro, de reconhecimento, de autorização. Olhar que se impôs sem pedir licença a nenhum de nós; olhar que não poderia ser premeditado, inventado nem dissimulado. Olhar que não saberia se repetir para outra pessoa. Olhar de nós dois, de um para o outro. E esse olhar só existe quando é recíproco; não se olha assim sozinho, só se olha assim com o outro. Um olhar que não pensa em porquês, em comos, em quandos. Olhar que só olha e confirma. Mesmo que não se saiba que nome dar ao que ali foi confirmado. Foi um olhar de certeza, de pertencimento, de entrega, de união, de muitas palavras não pronunciadas e desnecessárias. E as palavras fizeram silêncio sem que se contasse com isso. O que tinha que acontecer estava acontecendo e sabia o que fazer. Não éramos nós, era aquele olhar. Estamos olhados até agora. Com olhos que trocaram de lugar um com o outro. O olhar dele era meu, ele olhava de mim para ele; eu olhei com os olhos dele, eu estive dentro daqueles olhos. Às vezes uma sexta-feira dá mais certo que as outras. posted by me 17.7.05
E daí que não faz sol? Eu quero ir à praia. E daí que está chovendo? As nuvens que se espalhem, ora.
E daí que fui eu que não o quis mais? Agora eu quero... Quero que ele se foda!
E daí que isso não é bonito? E daí que eu sou uma pessoa incoerente? E daí que eu tenho um lado meio mesquinho e outro mais ou menos correto? E daí que hoje é o dia do lado mesquinho? E daí que meu lado correto já notou e está me alertando?
Quero que meu lado corretinho se foda, que vá ser bonitinho em outro canto.
E daí que não se deve ser assim? Vou ser assim mesmo, me alimentar do meu ódio.
E daí que depois eu vou me arrepender? E daí que eu vou achar que cometi um erro, que fui infantil, que estava na TPM e poderia ter agido de outra maneira, ou nem agido de maneira nenhuma? E daí?
Vou e faço assim mesmo. Porque agora é hora do que é errado...
E é assim que eu erro. Vou, não penso e faço. Ou penso, vou e faço assim mesmo.
O Terceiro Dia, a Terceira Vez, o Terceiro Encontro
Talvez estejamos nos preocupando demais com a primeira vez. Talvez não tenhamos ainda dado a verdadeira atenção que a terceira vez merece. Por exemplo, essa semana entrou uma frente fria na cidade, e assim que começou a chover eu fiquei pensando o que seria de mim, como iria enfrentar uma chuva forte, e ameaçadora, principalmente quando estamos falando do Rio de Janeiro, terra de arrastões, balas perdidas da guerra do tráfico e alagamentos... Bem, fiquei pensando como seria difícil ir trabalhar com o mau tempo; teria que reparar se os pneus do carro estavam bons, se as palhetas do limpador de pára-brisa estavam gastas, se as pastilhas do freio não estavam vencidas... Teria que minimizar meus riscos. No primeiro dia, quando desci para garagem e vi que não teria como escapar, que teria mesmo que ganhar o mundo sozinha ao volante do meu carro com aquela chuva - que não era forte, mas que poderia ficar - , fiquei tensa. As palhetas estavam mesmo gastas, mas não tinha os 90 reais para trocá-las; a análise das pastilhas ficou para uma próxima vez, quando o tempo melhorasse, porque não tive coragem de ir à oficina (com chuva tudo fica mais longe..); os pneus pareciam ok - mas eu podia estar enganada... Mas a chuva não estava forte...
Fui trabalhar. Parecia impossível, mas o trânsito estava ótimo. Talvez motoristas mais assustados que eu tivessem desistido de sair com o mau tempo; muitos encontros podem ter sido cancelados; muitas reuniões adiadas; e os que iriam apenas passear resolveram ficar em casa... A rua estava mais vazia. A chuva não me assustava mais, pelo contrário, servia muito bem à música tranqüila que tinha escolhido para a viagem. E fui em paz. Fui e voltei, sorrindo e cantando como nunca. Tudo correu bem.
No dia seguinte, céu ainda carregado, e a chuva mais forte e ameaçadora. Pensei que na véspera tudo correra bem e fui sem medo. A chuva ficou mais forte, a rua ainda estava vazia, mas as palhetas do carro incomodaram, tiravam a chuva, mas embaçavam o vidro a cada limpeza; terei mesmo que trocá-las. Mas correu tudo bem.
Terceiro dia de chuva, já nem ligava mais, pensava que seria uma delícia ouvir a trilha do Mulholland Drive com aquele tempo. Eu me sentia num filme noir... Estava tudo molhado, lindo e ótimo. Foi o dia que me fez perder o medo. A chuva e eu éramos íntimas agora. Não ia maldizer as nuvens que insistiam em molhar a cidade. Deixa chover... Entendi tudo.
No quarto dia a chuva começou a se dissipar, as nuvens abriam buracos e já se notava o céu azul aqui e ali. Não iria mais chover, decerto. Uma amiga partia. E até comecei a sentir falta daquela convivência. Na próxima vez que chover, nem vou ligar. Vou deixar para ligar só quando algo sair errado. E chover não é errado, afinal.
E assim me dei conta que foram necessários três dias para eu me adaptar àquela situação de dirigir por 40 quilômetros com chuva. No terceiro dia já estava habituada como nunca. Não havia mais medo, só aceitação. Aí me dei conta de como a terceira vez é consagradora. Na primeira, a gente vai porque tem que ir ou porque acha que deve... Na segunda, ou porque não há escolha, ou porque a primeira nem foi tão ruim... Mas é na terceira que tiramos a exata medida da nossa impressão. E isso parece ser assim com tudo.
Ir à academia no fim-de-semana, por exemplo. Na primeira vez vamos para ver como é, na segunda porque achamos que dá pra agüentar e nem foi tão ruim na primeira vez; mas é na terceira vez em que passamos algumas horas do sábado e/ou do domingo na academia que realmente percebemos se faremos disso um hábito. Eu não faço. E vi que é melhor cumprir minha rotina de malhação de segunda a sexta e não contar com o fim-de-semana pra recuperar eventuais faltas. Faltei, tá faltado, bola pra frente, eu que me esforce pra dar conta de malhar durante a semana, eu que aprenda a me organizar. Fim-de-semana pra mim é só pra descansar mesmo, e esquecer do relógio...
Encontros românticos ou tentativas de encontros românticos: na primeira vez caprichamos no visual, tentamos relaxar de tarde para agüentar a noite com mais disposição e com o rosto mais descansado, imaginamos tudo de bom que poderá acontecer, pensamos no programa que faremos, em como ele será, como irá se comportar... Na segunda vez que vamos sair com a mesma pessoa, a expectativa já é menor, já nos sentimos mais relaxados, já nos sentimos mais aprovados, já não queremos impressionar tanto, já estamos mais extrovertidos, já acreditamos que poderá ser uma noite tranqüila... E é aí que conseguimos ver melhor o outro, conversar melhor, ouvir melhor, reparar melhor... E se houver um terceiro convite, e se a gente aceitar o terceiro convite... Aí, é porque estamos prontos para o que vier depois; estamos querendo que venha algo depois; estamos minimamente interessados em nos relacionar... Não é mais simples tentativa, simples experiência, simples curiosidade; pode ser o começo efetivo de um relacionamento. É hora de sermos quem somos sem máscaras e sem tanta formalidade. É hora de sermos quem somos para aquela pessoa que vai começar a fazer parte da vida da gente.
Pensando assim vejo que o primeiro encontro não é lá tão importante. Ele é necessário, claro, ou não conseguiríamos um segundo e um terceiro encontros. Mas não é o principal. No primeiro encontro está tudo meio embaçado, ninguém enxerga muito bem o outro mesmo - talvez as palhetas estejam gastas -; ninguém é quem é de verdade, todos pisam em ovos, tentam causar boa impressão. O segundo encontro também tem seu valor; algumas dúvidas serão tiradas, outra chance de agradar de novo, outra chance de ver o outro... Mas pode também ser a hora em que a magia acaba, em que a afinidade não se instala...
O terceiro encontro é o encontro que vai decidir; é o que vai passar a segunda marcha ou desligar o motor...
Então, seja mais generoso com o terceiro encontro. Mas não vá fazer dele um novo primeiro encontro, porque já não há mais tempo. A primeira impressão a gente nunca esquece. Mas é da terceira impressão que a gente devia se lembrar mais...
As coisas têm sua exata medida, têm seu reflexo, seu tamanho, sua marca, sua impressão no tempo e espaço. Elas são o que são. E não mais nem menos. E não outras palavras. As coisas não são palavras. As coisas são ações, são fatos, são consistência de si, são existência, são existir.
E a gente fica ali vivendo uma coisa que poderia ser diferente, vendo o que acontece como sendo o que é possível - apenas o possível, às vezes desajeitadamente o possível.
E as coisas mal feitas também são coisas, também são o que elas podem ser, do jeito que deu.
Como estar pela metade? Como estar com medo? Que tipo de pessoa é essa? Do tipo que finge que vive, enquanto não morre? Que faz com medo o que era para se fazer por inteiro? E, mesmo com medo, acha que isso é que é ser feliz?
Para tudo há que haver um envolvimento mínimo necessário. E quanto é o mínimo, nem sempre se acerta. Menos que o mínimo não constrói.
E eu que só queria viver tive que raciocinar. Raciocinar é uma merda. A gente só tem que raciocinar quando algo já deu errado. Viver é respirar. É rio que flui, é caminho que se anda. Não é pra ficar pensando em tudo, pensando em como se faz. É pra se fazer.
E eu que só queria viver tive que ouvir que minha verdade não fazia sentido ali. Que aquele era o lugar do medo e da mentira. E eu não caibo lá.
Marisa se pegou sem nenhuma preocupação, assim, do nada. Talvez fosse começar a se preocupar com isso, com sua vacuidade de problemas àquela hora. Mas não, quando deu por si olhava a estante, lia os títulos das lombadas dos livros e fazia perguntas para ninguém: "você daria para essa mulher?"; "você comeria essa mulher com esses livros na estante?" Risos. Como se perguntasse: "você compraria um carro usado deste homem?". Marisa gostava dos livros que tinha, tinha até uns mais populares, umas compilações, uns com jeito de manual, que nem faziam muito bonito, mas e daí? Estavam todos lá pra quem quisesse conhecê-la melhor, porque os livros das pessoas dão muitas pistas sobre quem elas são. Os dela pediam uma organizada para deixá-la ainda mais interessante - agrupar os títulos afins, os estilos... Uma hora dessas ela iria fazer isso. Talvez. &&&
E se viu lembrando de três noites atrás, quando descobriu o que Murilo gostava de ler. Murilo, um amigo de verdade que, sentindo a carência da moça, resolveu retomar uma antiga atração que sentira por ela quando a conheceu, uns oito anos atrás, numa das rádios por onde ela passou. Marisa tinha namorado na época, e Murilo não tentou nada. Agora era tempo; Marisa estava ali, toda linda e disponível... E isso também é ser amigo.
Ele gostava de ficção. Tinha até Dan Brown - que parecia estar ali mais pra constar. A própria Marisa disse pra ele que tentou ler o tal livro, mas não agüentou - "dá muito trabalho..." Ele riu, disse que também não conseguira e que só vinha lendo Paul Auster - que tem mais conteúdo, e faz bonito. E ela esteve dias antes com aquele livrinho de capa azul do Auster nas mãos, mas saiu da livraria com a biografia do Paulo Leminski e o romance dele Agora é Que São Elas, mesmo já estando ocupada (não) lendo Afinidades Eletivas do Goethe, que sempre que interrompia voltava com mais preguiça na retomada (é um livro que necessita de tempo, não dá para ler poucas folhas por vez; só fica bom com envolvimento, com pelo menos uns três capítulos preliminares para se entrar no clima do romance - ou para ficar com sono, como vinha acontecendo com ela). Acabou lendo A Troca Impossível, de Baudrilllard, inteirinho, num desses intervalos.
Marisa só se deu conta dos livros de Murilo quando tentou, sem muito sucesso, se levantar daquele colchão enorme de casal plantado no chão e começou a tropeçar neles, como se fossem paralelepípedos espalhados pelo caminho. Já era hora de tomar um banho e voltar pra sua vida. "Ih... Tô no quarto do Murilo... Tsc tsc tsc... Sem ressaca moral, por favor!".'Tuc!'- chuta um livro - "Porra de lugar cheio de livro... Caralho" -conversava consigo mesma tentando achar a saída daquela armadilha.
Day after é sempre meio constrangedor. Mas a night before aconteceu sem sobressaltos. O cara trabalha com música... Junto com vinho tinto então... Só não faltou sexo. Acabaram no escurinho do quarto dele, cabeças cheias de vinho e de sacanagem. E música eletrônica de qualidade dando o tom.
Foi até, quase, bom.
&&&
No quarto de Marisa os livros também se empilhavam - eles não moravam lá, mas ela os ia levando à medida que um chamava o outro. Organizando a bagunça, lembrou de uma lista com os nomes dos caras com quem já transara que tinha feito no final de um desses livros - precisava atualizá-la e queria refrescar a memória também ... "Mas onde está essa lista?!". Ela só lembrava que tinha anotado na última página de um dos livros que folheara nas últimas três semanas - um impulso a levou a fazer essa contabilidade absurda, com medo que se esquecesse de um ou outro nome com o passar dos anos; e nem foi a primeira lista, e volta e meia estava na rua fazendo outra coisa quando lembrava de um nome que tinha deixado de fora...
Poderia estar no final de um livro da Hilda Hilst, de um do Manoel de Barros, do Afinidades do Goethe, do tal do Baudrillard, do André Comte-Sponville... Não achava... Desistiu. Será engraçado quando Marisa for surpreendida com essa lista quando for reler alguma coisa - e a partir de agora ela sempre checará a última página de seus livros à procura desses nomes perdidos...
O nome de Murilo ela terá que guardar na memória por mais algum tempo... posted by me 10.5.05
Dizer o que do tal 'chopp' com o Marcelo II? Dizer que tomaram três tulipas do gelado e partiram pra um motel no bairro mais engarrafado do Rio? Dizer que o motel estava lotado, mas que deram um jeito de fuder assim mesmo, depois de uma espera de meia hora na garagem da suíte que estava sendo arrumada pro crime? Dizer que ganharam drinks de cortesia para ficarem quietinhos e sem reclamar dentro do carro naquele estábulo improvisado até que pudessem se livrar de suas roupas? Dizer que Marcelo deixou cair cerveja no banco do carro, que Marisa riu muito disso e acabou tendo vontade de fazer xixi? Dizer que numa atitude moderna e ousada Marisa saiu do carro, levantou a porta da garagem do lugar secreto e foi à recepção do motel perguntar onde tinha um banheiro que ela pudesse usar, passando por uma fila de outros carros à espera de outros quartos? Dizer que achou tudo hilário, que entrou na portaria do motel por uma saída de emergência e usou o banheiro da entrada principal - aquela por onde ninguém passa, já que a maioria vai mesmo é de carro e entra pela garagem e não pelo lobby? Dizer que voltou rindo por dentro, abriu a garagem de novo e entrou no carro cheia de tesão pro macho que a esperava no banco do carona e que em breve estaria nu diante dela, mostrando o que sabia fazer a dois? Dizer que a funcionária do motel avisou que o quarto estava arrumado e que poderiam entrar? Dizer que entraram? Dizer que pegaram mais uma cerveja, beberam no mesmo copo e partiram para o ataque? Dizer que o cara gostou da depilação de puta que ela tinha feito na véspera? Dizer que ele usava cueca preta de algodão e quando ela tirou a cueca dele o pau pulou pra fora grosso, duro e enorme, pronto pra um boquete? Dizer que se beijaram de cima a baixo e que foi bom e bom e bom? Dizer que ela saiu de lá querendo mais e que tiveram mais em outra tarde de luxúria? Dizer que se sentiu puta e ótima? Não; essas coisas a gente não conta. Deixa de ser curioso. Vai inventar sua vida.